sábado, setembro 25, 2004

Escorpião

Esta é a constelação de Escorpião que se encontra do lado oposto a Orion na abobada celeste, numa eterna perseguição.

Orion, o Caçador

A astronomia é um dos campos pelos quais me interesso, e tal como outros curiosos desta área tenho uma constelação preferida: Orion.

Orion, Filho de Posídon, o deus do mar a quem os romanos chamavam Neptuno, era um poderoso gigante e exímio caçador que por meio de numerosas viagens tinha progressivamente dominado esta arte.
Com as suas longas pernas e a sua agilidade, orgulhava-se de não haver animal que lhe escapasse. Com a sua espada e a sua clava, um cacete feito do pinheiro mais alto que tinha encontrado, orgulhava-se de conseguir matar qualquer animal que existisse sobre a terra. Orion passava dias e dias na caça, que se tornou a sua paixão.
O que se passou, ao certo, nunca ninguém soube explicar. Um dia, quando o gigante se passeava pelas terras de Delos, apareceu-lhe pela frente um escorpião gigantesco. Orion estava habituado a esmagar essas criaturas. Mas este escorpião era maior que qualquer dos animais que existia sobre a Terra. Era maior que o jovem caçador e tinha uma carapaça que nem a espada de Orion conseguia penetrar.
Dizem uns que ao escorpião foi enviado por Ártemis (ou Diana, deusa romana da caça) que Orion tinha conhecido e pela qual não nutria o amor que ela sentia por ele. Dizem outros que a besta fora enviada pela própria Gaia, a Mãe Terra, pois Orion tinha-se vangloriado de não haver animal que a Terra criasse que ele não pudesse vencer. O certo é que se seguiu uma luta furiosa e que o gigantesco escorpião, impenetrável à espada do caçador e indiferente aos seus golpes, conseguiu aplicar-lhe um golpe mortal, com o ferrão venenoso da sua cauda.
Orion jazia já morto e ainda o escorpião continuava a ferrá-lo quando Zeus apareceu. Impressionado com o poder do animal, o chefe dos deuses levou-o para o céu. Comovido com o heroísmo do gigante vencido, transportou-o também para o firmamento, mas colocou-o em posição oposta à do seu vencedor, de forma que os dois inimigos pudessem estar nos céus sem nunca se verem. Assim estão até hoje: quando a Primavera começa, Orion desaparece no brilho do Sol; quando o Outono aparece, o perigoso escorpião é engolido pelo horizonte do ocaso.

Constelação de Orion

terça-feira, setembro 21, 2004

No Psicólogo...

Kripton: Elas estão por toda a parte!
Psicólogo: Elas quem?
Kripton: As pessoas pequeninas! Estão por toda a parte! Não as ouve?!
Psicólogo: Como são elas?
Kripton: Não sei
Psicólogo: Já falou com elas?
Kripton: Não mas elas falam comigo e seguem-me para todo o lado, até aqui. Não as ouve?
Psicólogo: Bem… não… Mas já as viu?
Kripton: Não elas só falam… e dizem coisas muito estranhas
Psicólogo: Mas então como sabe que são pequeninas?
Kripton: Elas estão dentro da minha cabeça.
Psicólogo: E que dizem elas?
Kripton: Coisas… Muitas coisas… Falam das pessoas… E eu tenho medo!!!
Psicólogo: Falam português? Já as ouve há muito tempo?
Kripton: Sim falam português, estão dentro da minha cabeça… não saem… nunca param!!!
Psicólogo: E que contam das pessoas?
Kripton: Dizem bem… Ou mal… por vezes comandam os meus pensamentos…
Psicólogo: E em que o fazem pensar?
Kripton: Em fazer mal as pessoas…
Psicólogo: E alguma vez fez isso…
Para que é a arma!!??
NÃO!!!

PPPPUUUUMMMMM!!!!!

quinta-feira, setembro 16, 2004

Nightwish & Sonata Arctica

Nightwish & Sonata Árctica tem dois concertos marcados para Espanha dias: 4 e 5 de Novembro de 2004.
Os Ninghtwish vão tocar em Madrid na sala Aqualung (4/11/04) e em Barcelona na sala Razamatazz 1 (5/11/04). Tendo Sonatas Árctica como banda de suporte.

Infelizmente para os fans destas duas bandas não há nenhum concerto agendado para Portugal.
Contudo a Metal Bus Tour esta a organizar uma excursão para o primeiro conserto em Espanha.
Mais informações em: www.metalbustour.pt.vu


Não é Lindo?

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quarta-feira, setembro 15, 2004

O Código Da Vinci


O Código Da Vinci, de Dan Brown, é sem sombra de dúvida o best-seller deste Verão em Portugal e por outros países da Europa, nomeadamente em Inglaterra e França onde se passa a acção deste romance. Capaz de despertar nos leitores sentimentos muito positivos ou muito negativos, n deixando indiferente quem o lê.
A trama do romance de Brown combina as pinturas de Leonardo Da Vinci, a lenda do Santo Graal, arquitectura e história da arte, simbologia religiosa e pagã e sociedades secretas e propõe uma diferente interpretação dos quadros "Mona Lisa" e "A Última Ceia". Que escondem segredos da historia da igreja católica que uma vez revelados podem por em causa toda a instituição religiosa. Tudo isto ao extraordinário ritmo dos melhores policiais.
Devido à onda de interesse lançada pelo livro, em Paris, onde decorre a maior parte da história, já foram concebidos roteiros turísticos específicos que conduzem os visitantes aos diversos locais citados pelo autor.
Por seu lado, em Milão, as visitas do quadro do pintor renascentista italiano "A Última Ceia" na Igreja de Santa Maria Delle Grazie - que só pode ser apreciado através de marcação e apenas por grupos de 25 pessoas de cada vez - esgotaram já a lotação da igreja.
Em Londres a Igreja do Templo (fundada pelos Templários) aumentou em 50 %. Sendo assim a Igreja invadida por centenas de turistas (por dia) procurando detectar as características arquitectónicas referidas no livro.
Este romance deve subir as telas dos cinemas por todo o mundo em 2005 pela Columbia Pictures.

- Leitura recomenda-se !

segunda-feira, setembro 13, 2004

Problema de Alain Zalmanski

Cada letra representa um algarismo, exepto 0 (zero).


Qual é o valor do número ABC?

(podem responder em comments)

domingo, setembro 12, 2004

Onde está o Wally?

"Haverá gajo à face da terra mais estúpido que o Wally?! Quer dizer, para além das roupas ridículas...e do nome (Wally?), o gajo anda sempre perdido. Por mais que nós o encontremos aparece sempre mais um livro a dizer que ele se perdeu e depois anda sempre com aquele sorrisinho idiota, como se nós não tivéssemos mais nada para fazer que andar à procura dele. Ele quer é que lhe tirem aquele sorrisinho...às nabadas no cu com certeza."


Andromeda


Porque é azul o céu?

Muitas vezes os mais pequenos fazem perguntas desta e muitas vezes nos não sabemos responder, sempre que possível vou trazer á blogosfera as respostas que sempre quis dar, quiçá, aos seus filhos.

Porque o céu é azul?
(será uma questão clubista?)

Por vezes, as questões mais simples são as mais difíceis de responder. Os cientistas propuseram ao longo dos anos muitas explicações para o facto de o céu ser azul. Mas a melhor interpretação foi dada por um cientista britânica, Lord John Rayleigh.
Comecemos pelo princípio. A luz solar que nos ilumina durante o dia é branca – então a céu deveria ser branco brilhante, não é verdade? Para que o céu pareça azul alguma coisa tem de acontecer à luz quando passa através da atmosfera terrestre.
A luz branca é constituída por um arco-íris de cores. O prisma separa a luz em bandas coloridas: vermelho, alaranjado, amarelo, verde, azul e violeta. Sobrepostas, estas bandas formam a luz que vemos como branca.
Assim, quando o Sol irradia a luz branca, algo deve estar a dividir a luz nas suas cores. Depois, de algum modo, a parte azul da luz deve estar a apagar todas as outras cores. Qual será a causa disto? Há várias possibilidades.
O ar que rodeia a Terra é composto por gases – azoto, oxigénio, árgon, e outros – misturada com vapor de água e cristais de gelo. Também há pó e os poluentes químicos e, mais acima, uma camada de ozono.
Todos estes constituintes do ar têm sido considerados responsáveis pelo facto de o céu ser azul. Por exemplo, tanto a água como o ozono tendem a absorver a luz avermelhada deixando passar através deles a luz mais azulada.
Talvez, como pensaram alguns cientistas isto explique o azul do céu. Mas acontece, simplesmente, que não existe água nem azoto suficientes para absorverem a quantidade de luz vermelha que tornaria o céu azul.

Em 1869, Jhon Tyndall, físico britânico, sugeriu que o pó e as partículas atmosféricas difundem luz e que o azul emerge mais forte. Para provar esta ideia produziu fumo e depois fez passar através dele um feixe de luz branca. Observando-o de lado, verificou que o fumo adquiria um tom azul carregado.
Tyndall concluiu que, se o céu fosse constituído por ar completamente puro, a luz branca passaria através dele sem se decompor. O ar puro deveria produzir um céu branco brilhante.
Inicialmente Rayleigh também acreditou nisto – mas não por muito tempo.

Em 1899 publicou a sua própria interpretação: é o ar em si, e não o fumo ou o pó que torna o céu azul.

Eis o que acontece: a luz do solar passa através do espaço vazio entre as moléculas gasosas na atmosférica, chegando à Terra tão branco como de início.
Mas a luz solar atinge as moléculas gasosas como o oxigénio é absorvido e depois difundida em todas as direcções.
Os átomos das moléculas gasosas são excitados pela luz absorvida e reemitem fotões de luz em todos os comprimentos de onda. – Do vermelho ao violeta – pela parte da «frente», de «trás» e «lateral» da moléculas. Assim, parte da luz encaminha-se para a Terra, outra parte é projectada para o céu enquanto outra volta para trás em direcção ao Sol.
O que Rayleight descobriu é que o brilho da luz emergente depende da cor. Por cada fotão de luz azul Então a luz azul que sai da molécula é oito vezes mais intensa do que a luz vermelha.
E qual é o resultado?
Somos inundados por uma torrente de luz de um azul intenso vinda de todas as direcções do céu, de milhões e milhões de moléculas gasosas. O céu não é azul «puro», porque as outras cores também chegam aos nossos olhos. Mas elas são muito desmaiadas, apagadas pelo azul muito, muito vivo.

E está explicado, agora já não terão que fazer má figura enfrente aos «putos» nem terão que inventar, o que acaba sempre por ser pior que assumir a ignorância (“falo” por experiência própria).

No princípio eram trevas...

"Schade dass die Natur nur einen Mensch aus dir schuf, Den zum wurdigen Mann war und zum Schelmen der stoff" Goethe

É pena que a Natureza tenha feito de ti um único homem, pois haveria matéria para um homem digno e um patife

Que fazer com este Cântico?

O Cântico Negro desperta o espírito rebelde contido em nós.
Era bom que mais gente lesse este poema, não como quem lê o horário do autocarro, mas que lesse de modo a sentir nos lábios o suco dos ensinamento que José Régio nos quer transmitir.

Se olharmos á nossa volta cada vez se vê mais almas a seguir por caminhos já trilhados submetendo-se a um modelo de vida que não é o seu, ou que adoptam como seu para não ter que contrariar a voz dos “outros” a dizer "Vem por aqui". E seguindo essa doce voz procuram sempre “ [amar] o que é fácil”.

Seguir o nosso próprio pensamento torna-nos livres, liberta as mãos agrilhoadas!

Libertem-se!

Cântico Negro

"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí!
Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!

José Régio

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