sexta-feira, janeiro 28, 2005

Abandono da alma

Chamas, labaredas que acedem minh’alma,
Propagam-se ao infinito,
Queimam da planta à palma.
De cúbica solidão e sofrimento,
Guardada em silencio e dor,
Que a alma vai e vaporando
Gritando a palavra: amor.
Da carne, separa-se a essência, dos ossos
Que dá a vida;
Num descampado caminho,
[um tanto perdida]
Segue sem olhar para trás,
[na caminhada merecida]
Deixando o corpo em paz.
Com a tocha que a alma segura, acesa,
Com o fogo que Prometeu roubou.
Sente a picada da águia
Na carne que a segurou.
O Corpo.
Largo-o inanimado,
Frio-mármore, empalecido.
Aguarda, agora, o julgamento
Que lhe têm prometido…

AJP

1 Comments:

Blogger lisa said...

O corpo não é nada mais que a roupa necessária que usamos para poder estagiar na terra o tempo necessário para nossa evolução espiritual inegável e absoluta. Quando chegar a hora, nós o deixaremos e ele ficará assim como vc descreveu, inanimado, frio e pálido, sem vida...
Bjs Lisa.

30 de janeiro de 2005 às 15:39  

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